A idéia era selecionar as 10 mais, no entanto não consegui eliminar 4 delas e então tornou-se as 14 mais :-)
Câmera: Nokia N8 (Molome)
Data: 2011
Escher é mais um artista que a obra sobrevive além dele… Todo mundo já viu algum trabalho e provavelmente “perdeu” algum tempo tentando entender o que acontece nessas escadas.
Atualmente está em exposição no Centro Cultural do Banco do Brasil em São Paulo “O Mundo Mágico de Escher” que trás um retrospectiva imperdível do artista.
Escher e ilusão de ótica praticamente se confundem na arte, seus trabalhos trazem perspectivas perfeitas e inimagináveis.
A mostra reúne 94 obras, entre gravuras originais e desenhos, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista. Escher ficou mundialmente conhecido por representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano e explorações do infinito. Escher foi um gênio da imaginação lúdica e um artesão habilidoso nas artes gráficas, mas a chave para muitos dos seus efeitos surpreendentes é a matemática, utilizada de uma forma intuitiva. A exposição mostra de forma analítica o desenvolvimento da obra gráfica do Escher em uma carreira de mais de 50 anos. Além disso, a exposição evidencia os efeitos de alguns fenômenos de espelhamento, perspectiva e matemática em diversas instalações interativas e lúdicas, além de um filme em 3D.
extraído do site oficial da mostra.
Há algum tempo atrás tive contato com o Instangram. Um aplicativo que vc instala no iPhone, fotografa, aplica um filtro e distribui na rede.
Todo processo não leva mais que um minuto.
Por ser algo muito simples de ser feito o aplicativo virou febre, crio-se uma nova rede social, de imagens captadas instantaneamente e distribuídas em tempo real. É o mundo de cada um sendo contado com imagens.
Os efeitos podem dar uma cara de padronização nas fotos mas a questão não é essa. O importante é o ponto de vista de cada um.
O problema é que este aplicativo só existe pra iPhone e eu não tenho um.
Meu pesadelo teve fim quando no início deste mês meu Nokia ganhou algo muito semelhante, diria até inspirado no Instangran, o Molome. Isso já me inspirou em menos de um mês distribuir mais de 40 fotos captadas no acaso dos dias.
Título da série: Vida instantânea
Técnica: app Molome
Câmera: Nokia N8
Data: abril-2011
Título: s/ título – 1ª impressão
Data: 2011
Técnica: Xilogravura
Esta é a 1ª impressão, ou seja, uma prova da xilografia do BumbaParade.
Trata-se de uma técnica de gravura milenar com provável origem na chinesa, onde a matriz é talhada na madeira e impressa em papel.
Quando tive o primeiro contato com o trabalho de Aleksandr Ródtchenko achei a proposta interessante, porém um pouco fria demais.
Fui então até a Pinacoteca de São Paulo conhecer um pouco mais suas obras, mesmo porque, além de fotografo, Ródtchenko enveredou-se por vários campos das artes e isso com certeza refletiu em seu trabalho.
Já na abertura da exposição é notável a poesia de cada imagem e a dança entre concreto e pessoas criam uma atmosfera ao mesmo tempo planejada e casual.
A mostra Aleksandr Ródtchenko: revolução na fotografia apresenta diferentes características de seu inovador trabalho fotográfico. De fotomontagens a reportagens, que podem ser vistas em obras como Crise (1923), Autocaricatura (1922) e A Primeira Cavalaria (1935); de estudos arquitetônicos a retratos de seu círculo familiar e artístico, como em Banho (1929), Varvara Stepânova (1937) e Retrato da mãe (1924), com destaque para os famosos retratos do poeta Vladimir Maiakóvski; do encurtamento perspectivo, exibido em Barcos (1926) e Degraus (1929) à representação do movimento humano exibida nas obras Corrida de cavalos (1935), Campeões de Moscou (1938) e Coluna da Sociedade Esportiva Dinamo, 1932 (1935); e, finalmente, o princípio de fotografar a partir de pontos altos e baixos, criando os “ângulos de Ródtchenko” como em Pioneiro (1930), Escada de incêndio (1925) e Reunião para uma manifestação (1928). As séries de fotomontagens feitas para capas de revistas como Novi LEF e Dal ochi Pionier, cartazes e anúncios, outro destaque de sua obra, também poderão ser vistas na exposição.
Para a curadora Olga Svíblova, “em 1924, a fotografia foi invadida por Ródtchenko com o slogan ‘Nosso dever é experimentar’ firmado no centro de sua estética. O resultado dessa invasão foi uma mudança fundamental nas ideias sobre a natureza da fotografia e o papel do fotógrafo”.
Ródtchenko aliou a experimentação formal a preocupações documentais sobre a vida política e social da União Soviética em seu período inaugural, dos anos de Lênin até o regime repressor iniciado por Stálin (que o colocou no ostracismo nos seus últimos 20 anos de vida). “Ele introduziu a ideologia construtivista na fotografia e desenvolveu métodos e instrumentos para aplicá-las”, completa Olga.
Fonte: Pinacoteca do Estado de São Paulo